O Pai nosso e o pão nosso Ontem à noite li alguns comentários sobre a oração do Pai nosso, ensinada por Jesus. Ela é conhecida de todos nós: “Pai nosso que estás no céu, santificado seja o teu nome, venha a nós o teu reino, seja feita a tua vontade, na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dá hoje, perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores e não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal, porque Teu é o reino, o poder e a glória, para sempre. Amém.” São vários os ensinamentos que temos aqui sobre oração: reconhecer o domínio de Deus sobre céus e terra, pedir os cuidados divinos para a vida, reconhecer o perdão de Deus e praticá-lo com os semelhantes e muito mais. Aliás, Stott (o comentarista que lia ontem), vê uma lição trinitária na oração: o pão nosso (como providência do Deus criador), o perdão (originado e conquistado por Jesus na cruz) e a vitória sobre a tentação e o mal (como consequência da ação do Espírito na vida do cristão). São ricas lições para a vida diária. Quero ressaltar mais um aspecto antes de terminar esse post. O Pai nosso e o pão nosso. A relação que temos com o “Pai” e com o “pão” pode ser definida na medida em que entendemos o “nosso”. Explico: A idéia de “nosso” (como posse de algo ou pertencer a alguém) ajuda-nos a perceber que tipo de relacionamento temos estabelecido com Deus (o Pai) e com os bens materiais (o pão). O Pai nosso não é nosso porque o escolhemos, mas Ele nos escolheu primeiro. Entender o “nosso” como pertencimento e não posse é fundamental! Pertencemos a Deus, somos objetos do seu cuidado, do seu amor e graça. Assim, não mandamos em Deus, não fazemos com Ele o que quisermos, pois Ele detém o controle (seja feita a Tua vontade…) Já o pão é nosso como posse para que o administremos. Recebemos de Deus, através do esforço do trabalho, mas não pertencemos a ele, fazemos uso dele para a vida diária. Assim, quem tem o controle somos nós e não os bens. Não podemos ser escravos do material como se a ele pertencêssemos, pois nosso Pai é Deus, não o pão. E você pertence ao Pai e administra o pão? Ou pertence ao pão e acha que consegue manipular o Pai? Não se esqueça, transforme-se constantemente pela renovação da vossa mente, para compreender e viver a perfeita e agradável vontade de Deus!
aurelina Guimarães disse,
29 29UTC Setembro 29UTC 2009 às 16:07
Esta tem lógica, mas é só para alguns. Temos alturas na vida que amassamos bastante mas o vencimento é sempre o mesmo.
É Preciso o factor sorte.